Seguindo pelas idades dos metais, os anos 1990 sucedem os anos de chumbo instaurando os anos da sucata. Entre cada grande espaço de nada, avistavam-se pontos, pequenas ilhas, para poucos ou nenhum náugrafo. Nesses anos não pôde haver Homeros, apagaram-se as luzes, fizeram-se sinais de cruzes e foi o que deus quisesse – fodêssemos nós o quanto quiséssessemos nos rosários de nossas preces.

Estes poemas antecedem o livro Hardcore Blues (1994), e marcam a preocupação por procurar (e encontrar) uma voz, a entonação de uma lira. Que quase não foi lida — mas foi bem-sentida.

Poemas de Orlando Lopes na revista Contexto (1992)

 

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