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Trogloditas líricos não levam desafloros para casa.

Autor

Orlando Lopes

TROGLODITAS LÍRICOS NÃO LEVAM DESAFLOROS PARA CASA.

UM POUCO ANTES DO FIM DO MUNDO

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UM POUCO ANTES DO FIM DO MUNDO
um pouco antes
do fim do mundo,
veja você,
tudo parece estar
curiosamente junto,
mas não parece justo:
somente o grande oceúnico.
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#DESDESENHO

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Incas Venusianos também têm dias de maus-humores.

ABSTRA ACTA

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olha a forma (esta forma)
que tens em frente:
ela evapora, pó de som,
na cola da tua sombra.

ela se descola da massa
sonora: vira imagem
antesposta na corrente
sanguínea: o eco da
tua resposta, esta
poesia refeita prosa.

olha esta forma que demora
na tua mente,
o mais leve halo da aurora:
repara logo, logo ela irá embora,

ela retorna como sulco
de histporia: apenas um relevo
num sujeito todo feito
de memória.

olha bem a forma,
ela irá embora,
e tu deverás saber
com ela o que fazer, agora.

#DESDESENHO

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quando a Mônica é o Cebolinha
(e vice-versa)

aquilo que somos
antes mesmo deste
instante
                 : o puro
desplante de um
atlante jogando
pedras na janela
de vidro:
                 ludibrilhantes

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TEOLOGIA DA RELATIVIZAÇÃO

num mundo
assim tão líquido
e tão certo

nada está
exatamente
longe ou perto

:

deus e o diabo
vagam comoventes como
ventos perdidos no deserto.

 

SINGULAR BRASILIS

o problema de quem sai
da escala

é virar uma bala

perdida na multidão.

: ninguém sabe de onde vem,
para onde vai, nem como partiu.

(abala-se a bela bala, babela
bêbada, babelouca,

zanza zune zarpa,

e se vacila te leva de volta
até para a puta que te
pariu)

pode ser um pé-de-serra
manso, pode ser pólvora
em barril (o chamado (do) Brasil)

:

teco taco pataco
abalo do clarão mais claro)

:

breve é a vida e seu

d

i

s     ((s) ir)

p    (e) assar

a

r

o

 

NATALÍCIO PÓS-CRISTÃO

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Insira uma legenda

sou de uma estranha
raça que nunca pôde
sentir dor : a dor com
que se me pega, malho,
moo, coo, faço virar
amor:

não o amor frouxo
que o romanço remoi,
o romance-de-flor,
as poses de tela,
amor-de-ideia,
humor-de-ator:

o amor que a dor
pela minha raça introduz
é amor ainda de luz,
mas de raiar tão forte
(como soi ser das auroras)
que sacode, feroz,
o olhar de quem o conduz

(algo assim como a dor
de um prego leva
cada cristão a manter-se
atado à sua cruz):

esse amor todo
feito de dor, minha raça
preza e assina: somos febre, sintoma,
somos gnose e vacina
cortando como vidro cristalino
a carne que já vem ferida,
magoada, rasgada, corroída,
a carne que já quase
não tem vida:

a bolha de barro
a quem se convida
tornar-se infinita

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