tudo tem

alguma consistência (mesmo o nada

e o infinito) e por isso se toca

no breve espaço-tempo de um grifo

nem todas as coisas têm

convivência

por isso nem sabem

que existem (tantos infernos

e tantos paraísos)

mas todas – e tudo –

consistem

e concordam no existir

de algumas sabemos

(elas consistem

conosco

e nelas

nos reconhecemos)

outras

nem sonhamos (não nos dão

elas a ver

ou entrever

o fio da vida

: apenas

fazem nosso

alvoroço:

nossos mais

aéreos planos)

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